O Brasil, o Mundo, 2020 – Covid-19.

Vivemos coletivamente um momento, que além de histórico, é demasiadamente complexo no sentido de como nos afeta e como nos expõe.

Segundo a pesquisadora Denise Pimenta “Uma epidemia diz mais sobre nós mesmos do que sobre a própria doença”.

De fato a Pandemia Covid-19 (Novo Corona vírus) afeta continentes, países, estados e municípios, de forma semelhante em alguns aspectos, mas em outros, diferentes, sendo cada lugar e cada relação, únicos. Cada território tende a se organizar, considerando suas potencialidades e dificuldades para vivenciar este momento valorizando as pessoas e suas relações.

Diversas são as discussões que emergem neste contexto. O que é mais importante? A vida? A economia? Quais são as informações confiáveis? Qual o medicamento indicado? Como estamos avançando? Como estaremos após este momento e/ou contexto?

No Brasil percebemos como “pandemias” que já estavam instaladas, sócio-historicamente e culturalmente, tomam tonalidades diferentes e se manifestam de forma mais aguda e com um potencial conflituoso. A relação Estado x Sujeito, masculinidade tóxica, racismo, homofobia e as diversas formas de fobias, o capital e a exploração do trabalhador, dentre outros.

O estado, em seus diferentes níveis (a União, o Estado e os Municípios) atuando de forma frágil na Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança e outros. As entidades, filantrópicas ou não, com a proposta de realizar o que o Estado não dá “conta”, não dando “conta” também. A mídia que por um lado é limitada em suas formas de expressar, por outro nos adoece pelo foco nas notícias de violência. As relações interpessoais (família, amigos, colegas ou conhecidos) fragmentadas pelo distanciamento virtual. As mulheres sofrendo pela carga emocional, psíquica e física, no cuidado e gerenciamento da casa e da família, principalmente as mais pobres. A violência doméstica, onde, principalmente, mulheres e crianças sofrem abuso e exploração de diferentes formas. As pessoas idosas em suas relações marcadas pela solidão e desamparo. E diversas outras formas de violência manifestadas antes, durante e, possivelmente, depois desta pandemia.

Contudo, o foco deste texto, é destacar a nossa relação com a Educação e a construção de conhecimento.

Nós professores, profissionais da faculdade CEMES, alunos e familiares, além de sofrermos pelo contexto descrito acima, nos deparamos com a necessidade de uma reorganização.
As medidas preventivas que podem garantir a integridade à saúde de cada um de nós é a base para a construção de um modelo temporário de atuação e relação.

Estamos aprendendo juntos e absorvendo informações que transformarão nossa forma de perceber o que antes estava posto. Como fora positivo, produtivo, prazeroso, para muitos, os encontros presenciais, as trocas, a experiência e a vivencia. Seria, numa oportunidade futura, este momento mais valorizado por nós?

Entretanto, no futuro e do futuro, somente expectativas.

O agora, tão difícil, carregado por cobranças e culpa, nos pede paciência, dedicação, comprometimento, uma relação com o novo, com o que é imprevisto e indeterminado.

Por fim, de certo podemos destacar como a grande maioria tem se permitido flexibilizar, valorizando a relação de respeito e compreensão. Seja do lado profissional ou institucional da faculdade CEMES, ou seja, do lado do(a) aluno(a) e familiares, é perceptível como a caminhada é juntos, de forma colaborativa. Todos(as) têm feito o seu melhor e a tentativa, entre acertos e erros, tem sido nossa base. A base tentativa, base de ação, verbo.

Estamos tentando... Aprendendo, Amadurecendo, e tudo isso, juntos!

Prof. Felipe Serrano Milioreli

 


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